A Agência Espacial Europeia lançou, no passado dia 17, o satélite GOCE (sigla para Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer), que tem como missão estudar o campo gravítico da Terra. O próprio desenho é revolucionário - a sua forma assemelha-se a uma seta, com cinco metros de comprimento e orbita a cerca de 250 km da superfície terrestre.
O satélite foi lançado do Cosmódromo Plesetsk, na Rússia, onde se encontrava desde Outubro.
Investigadores portugueses conseguiram, com uma simples folha de papel, construir um transístor electrónico perfeitamente funcional. O feito foi conseguido por um grupo de cientistas e físicos da Universidade Nova de Lisboa liderados pelos professores Elvira Fortunato e Rodrigo Martins. Este transístor tem equivalência aos transístores mais sofisticados e modernos utilizados no dia-a-dia, mas, segundo os cientistas que o construíram, poderá mesmo superar a mais recente versão de transístores de filmes finos, ou TFT (Thin Film Transistors), feitos de silício amorfo. Estão cada vez a tornarem-se mais populares pois são feitos de papel (celulose), sendo o seu custo muito baixo comparado ao resto dos engenhos e sendo a celulose muito abundante no nosso planeta, até agora nunca ninguém tinha conseguido construir transístores assim. Estes transístores podem ter varias aplicações na área da biologia e em dispositivos biomédicos. Os cientistas também se superaram e conseguiram construir dois transístores numa folha, um em cada lado da folha.
Nos dias 3 e 4 de Março realizaram-se diversas actividades relacionadas com as Ciências na escola. Muitos alunos participaram. Mas a turma de Física (12ºG) destacou-se pelo empenho demonstrado na apresentação e na explicação das diferentes experiências. Aqui vai uma pequena amostra:
Os satélites artificiais ocupam diferentes órbitas que possuem diferentes características. Normalmente essas rotas são definidas em relação à Terra. A maioria dos satélites de telecomunicações são satélites geostacionários, ou seja, ocupam uma órbita geostacionária. Consoante a altura a que os satélites se encontram, e dependendo das características da órbita que descrevem, é possível definir diversos tipos de órbitas:–GEO (Geosynchronous Earth Orbit): órbita circular equatorial geossíncrona.
Um satélite em órbita polar passa sobre (ou quase sobre) ambos os pólos do planeta (ou outro corpo celestial) em cada uma de suas revoluções. Desta forma, esta órbita tem uma inclinação igual ou próxima a 90 graus em relação ao equador.Como o satélite tem o plano orbital fixo e perpendicular à rotação do planeta, ele vai passar sobre uma região com longitude diferente a cada uma das suas órbitas.
As órbitas polares são geralmente usadas para satélites de mapas geográficos, observação ou reconhecimento, inclusive satélites espiões, assim como alguns satélites meteorológicos.
Daniel Bernoulli (Groningen, 8 de Fevereiro de 1700 — Basileia, 17 de Março de 1782), foi um matemático holandês, membro de uma família de talentosos matemáticos, físicos e filósofos. Ele é particularmente lembrado pelas suas descobertas nas áreas da matemática à mecânica, especialmente a mecânica de fluidos, e pelo seu trabalho pioneiro em probabilidade e estatística. Para além de tudo isto, Bernoulli foi o primeiro a entender a pressão atmosférica em termos moleculares como nós sabemos.
Depois desta breve introdução, aqui fica a árvore genealógica com todos os Bernoulli e sim, também com o Bernoulli que detêm as lei matemáticas sobre o calculo exponencial, Johann I.
O asteróide DD45, com 30 a 40 metros de diâmetro, passou, na segunda-feira, 2 de Março, a 60 mil quilómetros da Terra, a uma distância sete vezes menor do que a que separa a Terra da Lua. Detectado a 27 de Fevereiro, não atingiu a Terra "por pouco", segundo o cientista Rob McNaught, do observatório australiano de Siding Spring, que captou o momento (no vídeo, o asteróide é o ponto à direita que atravessa rapidamente o campo de visão).
Apesar de ter sido a primeira vez que se observou um objecto de tal grandiosidade tão proximo da Terra, o caso não é para alarme. 'Trata-se de um fenómeno normal, sem qualquer perigo', garante João Fernandes, coordenador do Ano Internacional da Astronomia em Portugal. De acordo com o especialista, a distância a que os asteróides se encontram, ou passam da Terra é sempre 'relativa', pois o perigo de colisão é quase nulo, explicando que 'existem muitos corpos que não estão cartografados e que só são detectados quando se aproximam do Planeta'. A última grande destruição provocada por um corpo celeste ocorreu em 1908 na Sibéria, Rússia. No vídeo seguinte é possível ver uma simulação da trajectória futura deste asteróide.
A NASA lançou ontem, 6 de Março, uma sonda espacial para pesquisar planetas com possibilidades de vida semelhante à nossa. A sonda Kepler foi construída para procurar planetas rochosos, semelhantes à Terra cuja temperatura à superfície permita a existência de água no estado líquido, uma vez que se crê que a água no estado líquido é essencial para o aparecimento de vida. A missão durará três anos e meio, pesquisando mais de 100 000 estrelas semelhantes ao Sol, na região de Cisne-Lira da nossa galáxia - a Via Láctea. Espera-se que encontre centenas de planetas do mesmo tamanho da Terra ou maiores, que orbitam a diferentes distâncias das suas estrelas. Se os planetas com condições semelhantes à Terra forem raros, a sonda Kepler poderá não os encontrar. Para esta pesquisa, Kepler usará a maior câmara CCD alguma vez utilizada nestas missões. Foi desenhado para a detecção de estrelas de luminosidade variável e periódica, causada pelo trânsito de planetas: quando os planetas passam em frente da sua estrela (do ponto de vista de um observador na Terra), provocam uma pequena diminuição da sua luminosidade. A sensibilidade desta câmara é tal que poderia observar do espaço a variação de luminosidade de uma pequena localidade de noite quando uma pessoa passa em frente de um janela iluminada. O vídeo seguinte foi feito pela NASA e contém diversas informações sobre este projecto.
Os satélites artificiais são corpos que orbitam em torno de um planeta. A Terra possui um satélite natural (a Lua) e vários satélites artificiais construídos pelo homem: existem satélites de comunicação, que permitem que nos comuniquemos via satélite, como a internet; existem satélites meteorológicos, que permitem examinar e prever as condições do tempo; existem satélites de posicionamento, que permitem o posicionamento de navios, aviões, entre outros graças ao equipamento GPS que permite localizar em qualquer parte do globo; existem ainda os ambientais, os de observação astronómica e até os que se destinam à espionagem. Estes últimos dão o tom negativo na utilização dos satélites artificiais.
As sondas espaciais Voyager 1 e Voyager 2, primeiros objectos a deixarem o Sistema Solar, fizeram descobertas surpreendentes. Mesmo não sendo construídas para isso, e contando com instrumentos construídos há mais de 30 anos, elas detectaram uma onda de choque pulsante que parece desenhar uma fronteira entre o "interior" do Sistema Solar e o espaço exterior, chamado de espaço interestelar. Ler mais aqui.
Minúsculos satélites artificiais em formato de cubo, medindo apenas 10x10x10 centímetros e pesando menos de um quilograma, deverão ser as estrelas de uma nova fase das pesquisas atmosféricas e do clima espacial.Ler mais aqui.
Foi registado, há cinco dias atrás, o primeiro acidente/colisão entre satélites no espaço. Esta colisão teve como envolvidos um satélite Norte-Americano e um satélite Russo, sendo o primeiro de comunicações e o Russo um satélite "morto". Os satélites encontravam-se a uma distância de 800 quilómetros da Terra e "pairavam" sobre a Sibéria a uma velocidade de 670 km/min, ou para ser mais correcto a 40 200 k/h quando colidiram. Este acidente pode criar alguns problemas em termos de funcionamento de outros satélites visto que a nuvem de detritos deixada pelos dois engenhos é muito vasta. A probabilidade de um incidente, de tão larga escala como este, é de 1 para 1milhão isto tudo tendo em conta que existem, neste momento, mais de 800 satélites em torno da Terra, sem dúvida impressionante. http://science.nasa.gov/Realtime/jtrack/3d/JTrack3D.html(necessário Java)
Em 15 de Fevereiro de 1564 nasce em Pisa, Itália, Galileu Galilei. Para comemorar esta data (e integrado no Ano Internacional da Astronomia), a NASA divulgou uma nova imagem da galáxia Messier101, que resulta da sobreposição das imagens obtidas com três telescópios: o Hubble (luz visível), o Spitzer (imagem em infravermelho) e o Chandra (imagem em raios-X). Segundo as palavras do cientista, «é como usar os olhos, óculos de visão nocturna e visão de raios-X ao mesmo tempo.» A galáxia Messier101 encontra-se na constelação da Ursa Maior, a cerca de 22 milhões de anos-luz. É um pouco maior do que a nossa galáxia, a Via Láctea, mas muito semelhante a ela.
Charles Darwin (1809 - 1882) Celebram-se hoje os 200 anos do nascimento de Charles Darwin, cientista inglês que estabeleceu os princípios da Teoria Evolucionista e alterou o modo como hoje compreendemos a Natureza. Em 1831, com apenas 22 anos, abandona os seus estudos de medicina e integra uma expedição científica de cinco anos, a bordo do navio Beagle, que dá a volta ao mundo. Darwin trabalhou na sua teoria ao longo de 20 anos. Em 1859, publica-a em On the Origin of Species by Means of Natural Selection (A Origem das Espécies). Hoje, a Evolução é a linha unificadora de todas as disciplinas da Biologia.
O que à primeira vista parece magia trata-se apenas de física pura. O aquário não está vazio, mas sim cheio com um gás incolor e mais denso que o ar. Sendo este gás mais denso não se mistura com o ar atmosférico e também não escapa, podendo assim ser mantido em recipientes abertos. Como o gás é mais denso que o ar também a sua força de impulsão para um mesmo objecto é mais intensa de que a exercida pelo ar. Sendo a impulsão mais intensa, o gás pode equilibrar mais facilmente o peso dos objectos nele colocados, fazendo com que estes flutuem. Para este fim foi também utilizado um "barco" de papel de alumínio, um material muito leve. Assim foi possível utilizar um objecto não só muito leve como também com uma área de superfície bastante razoável que faz com que seja fácil equilibrar o seu peso, tornando a resultante das forças que actuam sobre ele nula e fazendo com que flutue.
O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, órgão da ONU) dizia ver sinais claros de aquecimento causado pela acção humana em todos os continentes do Mundo, "excepto na Antárctida". Mas, pelos vistos, o aquecimento da Antárctida é generalizado, até mesmo mais rápido do que o previsto, segundo investigadores Norte-americanos, Antárctida já não é uma excepção à regra, isto é, ao aquecimento global; estudos até agora realizados levaram a concluir que o continente está a arrefecer. A maioria das estações climáticas da Antárctida estão situadas no litoral do continente, o que faz com que os estudos realizados não sejam 100% fiáveis, o que dificulta também a obtenção de informação do pólo sul. O efeito do aquecimento é mais acentuado na Antárctida ocidental, sendo que de há 50 anos para cá aqueceu meio grau; assim, fez com que a sua média em relação ao mundo fosse ligeiramente abaixo. O aquecimento mundial nos últimos 50 anos foi de 0,6 grau. Ler mais aqui.
É já ao longo dos já 282 anos que se seguiram à morte e consequente imortalização de Sir Isaac Newton, que a sociedade científica e cultural, bem como o resto do mundo, se tem habituado a homenagear e a estudar os feitos de Newton, mas somente pelas suas revoluções no âmbito da matemática e da física. O que não seria de esperar era que esta séria e convencional personalidade da Física, segundo tem sido apurado no âmbito do “Newton Project”, se terá dedicado nos seus últimos anos de vida a uma ciência menos mediática, a alquimia, e a uma tentativa contínua de interpretação das profecias da Bíblia. Contam-se já milhões de palavras que Newton terá escrito sobre alquimia e teologia, baseando o seu trabalho na busca do essencial de uma tradição secreta de sabedoria, que remontava às origens da história humana e que, por exemplo, já havia formulado a lei do quadrado inverso da distância. Mas o que mais controvérsia tem causado é a postura religiosa que Newton terá adoptado no que respeita à revelação de Deus segundo a Bíblia, aceitando por exemplo a criação do Mundo em 6 dias. Na verdade, Newton acusava a Igreja Católica de ter forjado os textos sagrados da Bíblia e acreditava num Deus dominador da Bíblia que de vez em quando intervinha ora para ajustar as órbitas de um qualquer planeta ora para evitar uma crise cometária. Tal como milhões de Protestantes do século XVII, Newton acreditava que a História humana estava desenhada para um fim coincidente com a Segunda Vinda de Cristo; que o Papa era o Anticristo previsto pelo Apocalipse joanino, a incarnação de Satanás num derradeiro e fútil esforço para perturbar os planos de Deus; que os judeus regressariam a Jerusalém e se tornariam cristãos. Isaac calculara, aliás, o regresso de Cristo e o consequente Apocalipse para o final do século XXI, nunca antes de 2060.
Os manuscritos teológicos e alquímicos de Newton, à luz da crítica histórica em curso, permitem antever um homem brilhante e intuitivo, persistente nas suas convicções mais profundas, mas também receoso de uma eventual publicitação dos seus sentimentos e convicções mais ocultas. Ler mais aqui.
Há cerca de 11 anos, em 1998, alguns astrofísicos descobriram que a luz emitida pelas supernovas mais distantes da Terra era mais fraca do que o esperada. Isto levou-os à conclusão de que o Universo estava numa expansão mais acelerada. Esta expansão poderia ser explicada devido à existência de "energia escura". Segundo alguns estudos, crê-se que a energia está estruturalmente ligada ao Universo, ou seja, mesmo que o Universo fosse um espaço vazio, sem matéria e radiação, a energia continuaria a existir. Por outro lado, alguns astrofísicos acreditam que a energia escura é como um "quinto elemento", assim como a terra, a água, o ar e o fogo. Eles acreditam que a energia negra é a responsável pelo afastamento dos planetas e seus satélites do centro da esfera celeste.
O maior desafio para qualquer uma das teorias da energia escura é saber a quantidade de matéria envolvida, não pode ser matéria a mais pois iria interferir com a formação de estrelas e de galáxias, mas tem de ser suficiente para ser sentida por nós.
Resumindo e concluindo, a "dark energy" é a justificação mais evidente para a aceleração da expansão do Universo.
No Verão de 1612, Galileu fez uma série de observações das manchas solares, que publicou em Istoria e Dimostrazioni Intorno Alle Macchie Solar, de 1613, que pode ser «folheado» em Rare Books Room. Como estas observações foram feitas aproximadamente à mesma hora, é possível perceber o movimento das manchas solares na superfície do Sol. Os esquemas podem ser observados a partir da folha 33. A animação seguinte é baseada nesses esquemas
Quando morrem, as estrelas produzem poeiras cósmicas ricas em carbono e oxigénio. A formação destas poeiras foi agora observada, pela primeira vez, à volta de uma estrela moribunda.
Os cientistas, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, liderados pelo astrónomo Greg Sloan, basearam-se em observações com o telescópio espacial da NASA Spitzer.
Esta observação abre um novo debate sobre as origens da poeira cósmica. A notícia foi publicada na edição de Janeiro da revista Science.