25 de outubro de 2009

Mudança de hora


Hoje, Portugal muda a hora para o horário de Inverno; a hora legal coincide agora com o Tempo Universal Coordenado (UTC). No último domingo de Março de 2010 retomaremos o horário de Verão,com o objectivo de poupar energia.
A mudança de hora deve-se a uma directiva que determina que os países da União Europeia devem entrar na hora de Verão no último domingo de Março e adoptar a hora de Inverno no último domingo de Outubro, independentemente do fuso horário em que se encontrem.
Até 1911, a hora legal em Portugal era definida pelo meridiano que passa pelo Observatório Astronómico de Lisboa (cerca de menos 34 minutos do que o tempo do meridiano de Greenwich). Nesse ano, Portugal adopta como hora legal a do meridiano de Greenwich. A mudança da hora legal no Verão é legislada, pela primeira vez, em 1916.



Benjamin Franklin (1706_1790), diplomata, cientista e inventor norte-americano, publica, em 1784, um artigo num jornal francês em que sugeria que se a França adiantasse uma hora no Verão, Paris pouparia anualmente 32 mil toneladas de cera de vela. Contudo, apenas durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha adopta pela primeira vez a mudança horária com o objectivo de poupar energa.

23 de outubro de 2009

Os estudantes de Física divertem-se e são divertidos

Alguém me dizia há dias que tinha participado nas Olimpíadas de Física, mas que ficara um pouco decepcionado porque achou que os participantes eram «totós».


Mas, pelo contrário, sempre que vejo estudantes de Física juntos, vejo-os divertidos e muitas vezes a aproveitar os seus conhecimentos para engendrarem modos de se divertirem e de divertirem os outros.
Einstein (não precisa de apresentações) era uma pessoa cheia de sentido de humor, divertido, que gostava de pregar partidas e que, nas horas vagas, tocava violino, segundo se diz, com muito virtuosismo. Para confirmar, pode consultar-se uma das muitas biografias que têm sido publicadas.



Feynman, um dos maiores Físicos do século XX, professor no CalTech, era uma pessoa extraordinariamente divertida, que à noite tocava bongo em «boites», enquanto desenvolvia uma actividade científica importante. A biografia Está a Brincar, Senhor Feynman é disso testemunho.

Este vídeo é de uma turma de estudantes de Física que se divertem enquanto um deles apresenta o seu rap Physics Guy Rap

6 de outubro de 2009

E o Prémio Nobel da Física 2009 vai para...

O Prémio Nobel da Física de 2009 foi atribuído a Charles Kao, Willard Boyle e George Smith pelos seus trabalhos em fibra óptica e semicondutores.
Kao conquistou metade do prémio e foi escolhido pelas suas descobertas na “transmissão de luz em fibras para a comunicação óptica". Boyle e Smith ganharam a outra metade do prémio e foram escolhidos pela invenção do circuito semicondutor de imagens, o sensor CCD (Charge-Coupled Device).
Os três cientistas foram considerados pelo juri como "os mestres da luz", pois os seus trabalhos "ajudaram a moldar as fundações das actuais sociedades em rede" através da criação de muitas inovações práticas para a vida quotidiana e de novas ferramentas para a exploração científica.


Da esquerda para a direita: Charles Kao,Willard Boyle e George Smith.



Links:

http://nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2009/index.html

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8292372.stm

1 de outubro de 2009

Cabe sempre mais um?


Arranja um cálice e enche-o de água (até não caber nem mais uma gota).
Quantos alfinetes conseguirás colocar dentro de água sem que transborde? Pede à mãe ou à avó os alfinetes de costura. Coloca-os um a um cuidadosamente dentro da água. Quantos consegues colocar dentro de copo?
Procura uma explicação.

28 de setembro de 2009

Antenas têxteis


Uns anos atrás (mais do que a muitas pessoas se lembram) começaram a aparecer séries de ficção cientifica em que as personagens tinham acessórios que cuja existência na vida real era considerada próxima do impossível. Quem por exemplo nunca viu alguma série antiga em que era possível às personagens comunicar através de áudio/vídeo em tempo real num qualquer aparelho portátil com um ar um pouco do duvidoso? Mas no entanto a ciência continua a superar todas as expectativas e nos últimos anos assistimos ao chamados "Telemóveis 3G" que permitiam essas tais chamadas de vídeo. Recentemente (28 de Setembro) a ESA deu a notícia de um avanço não menos espectacular também na área das telecomunicações: as "antenas têxteis". Ao abrigo do projecto ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), a empresa finlandesa Patria Aviation Oy consegui demonstrar que é possível fabricar antenas semelhantes às utilizadas nos aparelhos de telecomunicações, usando materiais têxteis. A antena irá parecer um simples emblema "quadrado" que poderá ser facilmente incorporado no vestuário, sendo que os testes provam que pode ser dobrado tal e qual qualquer outra parte do vestuário sem perder a capacidade de comunicação. Prevê-se ainda que será utilizada não só como instrumento de comunicação mas também irá aliar-se ao sistema GPS de forma a poder localizar o utilizador em qualquer parte do mundo. Para além de todas estas vantagens a antena será impermeabilizada e protegida, sendo a sua utilização possível virtualmente em qualquer parte, tanto na Terra como fora dela. Como ultima nota quero deixar um aviso: já alguma vez viram algum filme em que as personagens tivessem aparelhos de comunicação e localização embutidos directamente no cérebro? A ciência vai acabar por lá chegar...

Mais informações e sítio da notícia original podem ser consultados aqui.

27 de setembro de 2009

Curiosidades sobre física

Por que os gatos se magoam mais quando caem do primeiro andar do que ao cair do 2º ou do 3º andar?

É bem conhecido pelos veterinários que a queda dos gatos tem piores consequências quando acontecem do primeiro andar do que do 2º ou 3º. A explicação é a seguinte: quando o gato nota a aceleração de queda, adopta uma postura encolhida com as patas esticadas, o que lhe permite, ao chegar ao solo e amortecer o efeito do impacto. Se a queda ocorre desde o primeiro piso, o gato não tem tempo de adoptar a mencionada postura.

Parece lógico pensar que a partir da altura em que o gato pode adoptar a postura defensiva, quanto maior seja altura maior serão as consequências do choque. Surpreendentemente não é assim. Os danos produzidos pela queda aumentam com a altura até um certo ponto, a partir do qual se produz uma diminuição dos danos. A curiosa explicação é a seguinte:

O gato adopta uma postura defensiva só quando nota a aceleração de queda. Quando ele alcança a velocidade limite (Força peso = Força de resistência do ar), deixa de haver aceleração e o gato relaxa sua postura que por ser menos encolhida, oferece maior superfície de contacto com o ar. Este aumento de superfície traz consigo uma maior resistência do ar, diminuindo a velocidade da queda e conseguindo uma velocidade limite menor.




Enviando um raio de luz contra dois espelhos paralelos, ele seria reflectido infinitamente?

Assumindo que o raio incida perpendicularmente ao espelho, teoricamente o raio seria refletido continuamente entre os dois espelhos, eternamente. Mas na realidade isso não acontece, porque a luz será atenuada progressivamente pelo ar entre os espelhos, e porque nenhum espelho possui um índice de reflexão de 100%. Além disso, os dois espelhos deveriam ser perfeitamente paralelos, sem o menor erro de alinhamento, caso contrário o raio ira escapar do espelho depois de várias reflexões.


fonte - http://br.geocities.com

Benfica e Porto dão aula de Física

Ontem, SLBenfica e FCPorto jogaram e ganharam. A Física esteve presente (como está em tudo!).

Este vídeo, com imagens de jogos de futebol explica a Física que está por detrás de muitos golos espectaculares.

21 de setembro de 2009

Para começar mais um ano

Mais um ano se inicia. E para começar, nada como recordar o professor de Física
Rómulo de Carvalho, pedagogo e poeta. Dele ficou, entre outros, este Poema para Galileu.



Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.

15 de setembro de 2009

Sessenta símbolos da Física e Astronomia


A Universidade de Nottingham elaborou uma série de vídeos sobre sessenta símbolos da Física e Astronomia. Podem ser vistos aqui.

3 de setembro de 2009

Não sabem? Perguntem ao astronauta!


Já alguma vez imaginaram como seria a vida de um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS)? De certeza que se o fizeram acabaram por se deparar com diversas dúvidas desde como fariam algo trivial como lavar as roupas até como reparariam danos na estação. Bem, agora têm uma oportunidade de esclarecer essas dúvidas com um verdadeiro astronauta. O astronauta Frank De Winne, actualmente a bordo da ISS vai responder a algumas das perguntas a partir da estação. O mais interessante é que não serão perguntas prédefinidas mas sim perguntas feitas fãs cá na Terra. Para isto basta formular a pergunta como uma resposta a este vídeo na secção da ESA no Youtube. As melhores perguntas serão seleccionadas e serão mais tarde respondidas através de outro vídeo. Aproveitem se têm dúvidas pois a missão deve acabar no final do ano.

30 de julho de 2009

Galileu não foi à Lua...

De facto, Galileu não foi à Lua, mas foi possível realizar, na Lua, a experiência que comprova que, num campo gravítico e na ausência de atmosfera, todos os corpos caem ao mesmo tempo.

A experiência foi realizada pelo comandante da Apollo 15, David Scott, em 30 de Julho de 1971: deixou cair simultaneamente um martelo de alumínio de 1,32 kg e uma pena de falcão com cerca de 30 g. Tal como Galileu tinha previsto, caíram com a mesma velocidade (a aceleração da gravidade na Lua é de cerca de 1,6 m/s2.

Ler mais aqui.

24 de julho de 2009

Próximo objectivo... Marte

Na comemoração dos 40 anos da primeira alunagem, Neil Armstrong e Buzz Aldrin apelaram para um novo objectivo, Marte!
Um excerto de «Os Planetas» de Gustav Holst refere-se a esse planeta próximo, aqui tocado pela Filarmónica de Londres.

Mas para os «curiosos» do theremin, aqui vai um excerto tocado com esse instrumento puramente electrónico.

21 de julho de 2009

E porque não um passeio na Lua


O Google já tem mapas da Lua para quem quiser observar a superfície. Ver aqui.

20 de julho de 2009

20 de Julho de 1969 - Apollo 11 pousa na Lua


Há 40 anos, os astronautas da Apollo 11, Neil Amstrong e Edwin Buzz Aldrin pisam pela primeira vez o solo da Lua. A alunagem ocorreu no Mar da Tranquilidade, aonde chegaram no Módulo Lunar Eagle. O terceiro astronauta, Michael Collins, aguardava no Módulo de Comando, em órbita lunar. A missão Apollo 11, possível graças a um computador «potentíssimo» de 72 kbytes (não é engano...), atingia o seu objectivo. Este vídeo é uma simulação dessa viagem.

Mas se este vídeo é uma simulação, o vídeo seguinte, de qualidade gráfica muito inferior, contém apenas imagens reais.

Neste vídeo é possível recordar algumas das imagens que, em tempo real, foram enviadas para a Terra. Estranhamente, as imagens feitas pelos dois astronautas sobre a Lua perderam-se na NASA.
Para saber mais sobre esta viagem histórica, procurar no sítio da NASA.
A história em português pode ser lida na Wikipédia

18 de julho de 2009

Uma foto com 40 anos

A primeira fotografia da Terra foi tirada há 40 anos.

Esta foi a primeira vez que seres humanos puderam ver a Terra do espaço.
Para ler a história desta fotografia.

25 de junho de 2009

Oceano na órbita de Saturno!




Cientistas europeus da operação conjunta da NASA com a ESA Cassini, detectaram a presença de resíduos de sódio dentro de gelo nos anéis de Saturno. Estes resíduos parecem ser provenientes de uma das luas do planeta, Enceladus. Esta nova descoberta parece apontar para o facto de que o satélite, já previamente conhecido pelo seus vestígios de gelo, possa de facto esconder um oceano debaixo da sua superfície. Os cientistas pensam também que, se de facto esse gelo provém de um oceano subterrâneo e aliando isso ao facto de o pólo sul do satélite ser relativamente quente e ainda ao facto de terem sido descobertos compostos orgânicos dentro desses mesmos fragmentos, possa existir no satélite um ambiente propício à formação de vida. Para ter acesso a mais informações visite esta página.

2 de junho de 2009

Estação Espacial Internacional com nova equipa


Na passada sexta-feira chegaram à Estação Espacial Internacional (ISS) três novas astronautas, na vigésima missão à ISS, aumentando o número de residentes para 6, o número mais elevado de sempre. A nova equipa é constituída pelo astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia) Frank De Winne, pelo cosmonauta russo Roman Romanenko e o astronauta da Agência Espacial do Canadá Robert Thirsk. Foi também uma data histórica pois pela primeira vez estiveram juntos em órbita representantes das cinco nações reponsáveis pela construção da estação. Podem obter mais informações sobre este tema no sítio oficial da ESA, www.esa.int.
Podem também ver três vídeos relativos ao lançamento, a docagem na estação e à entrada na mesma:

Lançamento da missão
Docagem na estação
Entrada na estação

Os mais interessados podem ainda utilizar este link para terem acesso a imagens em directo da ISS, transmitidas por uma webcam no esterior da estação.

29 de maio de 2009

Portugal importa de Espanha Energia de origem nuclear desde 1971

Portugal assinou um acordo com Espanha no ano de 1971 no dia 14 de Janeiro (Decreto-Lei n.º118/71). O acordo consiste na importação de energia nuclear de Espanha para Portugal, mas com a contrapartida Portugal terá de exportar para a Espanha urânio.
ARTIGO III
A cooperação a ser prestada nos termos do presente Acordo poderá estender-se
aos seguintes campos:

2. Aproveitamento de recursos materiais, designadamente no que se refere a:
c) Fornecimento de minérios radioactivos e afins e seus concentrados.

3. Aplicações da energia nuclear para fins pacíficos, incluindo:
b) Estudo de empreendimentos industriais de interesse comum na exploração e valorização de minérios de urânio, elementos combustíveis, tratamento de combustíveis irradiados, etc., assim como no domínio das centrais nucleares;
e) Fornecimento de materiais de interesse para as aplicações pacíficas da energia nuclear e de radioisótopos.

ARTIGO VIII
1 - a) As Partes Contratantes poderão ceder uma à outra ou a pessoas estabelecidas em seus territórios, devidamente autorizadas pela Junta espanhola ou pela Junta portuguesa - sob condições comerciais -, licenças ou sublicenças de patentes de sua propriedade, ou sobre as quais tenham o direito de conceder licenças e sublicenças, e cujo objecto diga respeito ao campo de aplicação do presente Acordo.
b) Fica excluída do presente Acordo a concessão de licenças ou sublicenças de patentes ou de licenças recebidas de terceiros em condições que proíbam tal concessão.

ARTIGO X
1. As Partes Contratantes obrigam-se a garantir que:
a) Os materiais ou equipamentos obtidos em virtude do presente Acordo, assim
como as matérias-primas ou nucleares especiais provenientes da utilização de
quaisquer materiais ou equipamentos assim obtidos, só serão usados com o fim de
promover ou desenvolver as utilizações pacíficas da energia nuclear, e não para fins
militares;
ARTIGO XIV
2. Na eventualidade de denúncia do presente Acordo, os contratos concluídos no
âmbito da sua aplicação continuarão em vigor durante toda a duração dos períodos
para os quais foram estabelecidos, salvo decisão em contrário das Partes
Contratantes.
Em fé do que os representantes do Governo Português e do Governo Espanhol,
devidamente autorizados, assinaram o presente Acordo.
Feito em Lisboa, no dia 14 de Janeiro de 1971, em quatro exemplares, dois em
português e dois em espanhol, fazendo igualmente fé os ditos textos.
Pelo Governo Português:
Rui Manuel de Medeiros d'Espiney Patrício.
Pelo Governo Espanhol:
Gimenez-Arnau.
Podemos finalizar que este documento tem como fim ir de encontro com muitas das nossas dúvidas. Pois pode ser este esclarecedor mais próximo do porque das centrais nucleares de Espanha se encontrem na fronteira e por que de á algum tempo a trás se ter falo em reabrir as minas Portuguesas.

Fusão a Frio


O termo Fusão a Frio foi utilizado pela primeira vez em 1989. Este nome foi atribuído não pela comunidade científica mas sim pelos meios de comunicação, numa tentativa de encontrar um nome apelativo que chamasse a atenção das pessoas. O verdadeiro nome deste fenómeno é "Reacção Nuclear de Baixa Energia" ou LENR (Low Energy Nuclear Reaction).
Foi nesse ano que os cientistas Stanley Pons e Martin Fleischmann anunciaram ao mundo a descoberta deste fenómeno. Este anúncio provocou um grande alvoroço na comunidade, pois caso se confirmasse a sua veracidade a descoberta iria certamente mudar o mundo. Mais tarde e sobretudo devido ao facto de na altura não terem conseguido reproduzir a experiência, a sua ideia foi afastada e ambos os cientistas desacreditados.
Hoje em dia já é possível reproduzir a experiência de 1989 com meios mais sofisticados e comprovar que realmente há um aumento de calor durante a reacção. Este aspecto foi atribuído a um erro experimental quando apresentado por Pons e Fleischamnn, mas hoje em dia, principalmente devido ao elevado número de reproduções bem sucedidas deste processo, já se descartou a hipótese de um simples erros experimental. Porém os cientistas não têm ainda explicação para o fenómeno, não sabendo se é de facto uma reacção de fusão ou outro tipo de reacção ainda desconhecido
A experiência consiste basicamente na electrólise de “água pesada” com recurso a um cátodo de Paládio. A reacção de fusão é conhecida como reacção D-D (Deutério-Deutério). Esta reacção tem como produtos átomos de Hélio e libertação de energia.
Para mais informações sobre este tema podem visitar o sítio http://www.lenr-canr.org/ onde podem encontrar uma vasta biblioteca de documentos relativos a este assunto

17 de maio de 2009

Portugal nuclear: sim ou não?

Como todos estão a investigar a possibilidade de utilização da energia nuclear, sugiro a visualização do programa Biosfera de 27 de Fevereiro.